domingo, 20 de setembro de 2009

ADORADOR SEM NOME - Gn. 24.1,2


  • Encontramos aqui ninguém mais ninguém menos do que o mais antigo servo de Abraão, homem de muitas responsabilidades.
    • Provavelmente, ele cuidava de vários afazeres domésticos e também verificava o serviço dos demais servos da casa do principal líder do povo hebreu naqueles dias.
    • Era ele quem dizia se a comida estava boa, se o chão estava bem limpo, se a casa estava arrumada, se os animais estavam bem tratados etc.
    • Gosto de saber que Deus usa as pessoas menos importantes e das formas mais inesperadas para realizar grandes coisas (I Coríntios 1.26-29). Pois foi através daquele humilde servo que Abraão pode dar continuidade à sua linhagem, da qual veio a nascer o Messias - Jesus - o nosso Senhor.
  • Quero ressaltar alguns pontos interessantes desse adorador, que acrescentaram muito à minha vida com Deus.

1. Ele era um bom servo, mas desconhecido

  • Como servo, sua posição trazia esta marca: "Servos não têm nome".
    • Servos são somente servos, preocupados única e exclusivamente em cumprir bem os desígnios de seus senhores.
    • Para um bom servo, basta a ordem ou a decisão de seu senhor para que se sinta bem.
    • Por conseguinte, deveríamos trazer esse mesmo sentimento em nós, pois isso é o que nos ensina o próprio Senhor Jesus, quando afirma: "... o maior entre vós, seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve..." Lucas 22.26-27.
  • Outra característica de um servo eficaz é que ele é totalmente dependente das decisões do seu senhor e sabe esperar por elas.
    • Diante disso, nós devemos estar sempre na dependência do nosso Senhor, à espera do Seu mover.
    • Um bom servo compreende com clareza a frase "...sem Ele nada podemos fazer"João 15.5. Somos constantemente testados em nossa soberba e em nosso ego, porque sentimos prazer em dizer "eu fiz, eu resolvi, eu consegui", (você pode terminar a lista)..
  • É preciso buscar ardentemente ser encontrados como bons servos, declarando sempre a nossa total dependência de Deus.

2. Ele era responsável pelas coisas do seu senhor

· "... o seu mais antigo servo da casa, que governava tudo quanto possuía..." (v. 1.)

· Abraão sabia reconhecer muito bem o bom servo do mau servo. Este servo, diz a Palavra, governava a casa e os bens de Abraão, que com certeza eram muitos.

o Tamanha responsabilidade tem de ter como base e como elo: confiança, sinceridade, fidelidade, enfim, quesitos fundamentais que também podemos encontrar em um grande amigo.

o Sendo assim, podemos perceber que ser encontrado como um servo bom e fiel significa também ser encontrado como um grande amigo com quem Deus poderá contar.

· Este é o relacionamento que aquele servo tinha com Abraão, o mesmo que Deus mantinha com Abraão, e também o tipo de relacionamento que Deus deseja ter conosco.

· Foi através destas qualidades que esse desconhecido não só foi o governante de tudo o que possuía um dos homens mais importantes da História, mas também o "pivô" da vontade de Deus para a humanidade, na genealogia de Jesus.

o "Muito bem servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do Teu Senhor." (Mateus 25.21.)

3. Ele amava o seu senhor

  • "E disse consigo: Ó Senhor, Deus de meu senhor Abraão, rogo-te que me acudas hoje e uses de bondade para com meu senhor Abraão" (v. 12)
  • Vemos aqui que além de cuidar de tudo o que possuía Abraão, sendo responsável e preocupado com os interesses do seu senhor, ele desejava muito vê-lo feliz e satisfeito com os seus serviços.
  • Na cultura oriental, um servo vive para o seu senhor e não para si mesmo. Cria-se um relacionamento às vezes mais forte do que o próprio laço familiar!
    • Diante de um serviço que estava além de seu alcance e recursos - trazer a esposa para o filho do seu senhor - ele faz esta oração a Deus, e intercede por Abraão.
    • Ele talvez tenha aprendido a buscar ao Senhor Deus com o próprio Abraão. E a lição sobre buscar o Senhor na nossa impossibilidade ele não havia esquecido.
  • Ele realmente amava o seu Senhor. Estaria desobrigado de trazer a moça caso ela não quisesse voltar com ele. Mas esse homem tinha um objetivo, um alvo: fazer a vontade de seu senhor.
  • Ele sabia da importância dessa missão; era necessário que Isaque se casasse logo, para que a herança de Abraão não se perdesse. Um fato que devemos lembrar: Abraão temia que, se Isaque se casasse com uma mulher cananéia, outros costumes entrariam no meio do povo e certamente estariam corrompendo o culto ao seu Deus.
    • Outro ponto vista poderia ser colocado da seguinte maneira: na cultura hebraica daquela época, quando o líder de uma casa morria sem deixar filhos, automaticamente a herança passava a pertencer ao servo mais antigo.
    • E se o servo de Abraão fosse ganancioso? Ele poderia ter atentado contra a vida de Isaque e teria ficado milionário. Sendo Abraão já velho e sem uma esposa, seria difícil conseguir um novo herdeiro àquela altura.
    • Mas, este servo realmente não vivia para si mesmo; só vivia para o seu senhor, verdadeiramente amava o seu senhor mais do que a si próprio. E foi por isso que Abraão o escolheu, e será por isso que Deus nos escolherá para os Seus propósitos.
    • A principal maneira pela qual o Senhor Nosso Deus irá medir nossa fidelidade como servos, será através do nosso amor para com Ele.
  • Será que neste ponto podemos dizer que nos parecemos com esse servo de Abraão?
    • Só o amor trará à luz esta informação, isto porque qualquer outro critério de avaliação seria baseado em atitudes meramente humanas, que por mais que aparentem ser boas, costumam ter algum interesse carnal por trás. Por isso é que as escrituras afirmam: "...acima de tudo isto [subentende-se toda a obra que o homem pode realizar], porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição." Colossenses 3.14.
    • Que seja claro para nós, como servos e filhos amados de Deus, que só através de um amor intenso é que poderemos alcançar a confiança e sermos conhecidos do nosso Senhor. "Mas se alguém ama a Deus, esse é conhecido por Ele." (I Coríntios 8.3.)

4. Ele era um adorador extravagante

  • "E, prostrando-me adorei ao Senhor e bendisse ao Senhor..." (v. 48)
  • Como se não bastasse - tantas qualidades em um servo - encontramos nele algo que supera e dá suporte a todas as outras demais qualidades, ele era um adorador.
  • Este homem, por sua vez, não tinha nenhum medo de assumir-se um adorador do Deus Vivo. Ali estava ele, diante de uma mulher que ele nunca vira antes, se arremessando ao solo e bradando, com todas as suas forças, gritos de adoração e alegria diante do Senhor. Certamente havia outras pessoas por perto, pois era a hora em que as moças saiam para buscar água no poço. Esse homem amava a Deus e sabia que só pela vontade Dele é que as coisas estavam acontecendo. Só isso já é uma grande razão para que a nossa adoração seja extravagante.

Conclusão

· Temos sido, como Igreja, violentados por doutrinas mundanas hereges e que estão minando a nossa verdadeira adoração. Devemos nos voltar para a simples e eficaz Palavra de Deus, que é o único lugar onde conheceremos o Seu caráter.

· Alguns pontos para meditar sobre nossas próprias vidas são

o Será que temos buscado a glória de sermos conhecidos por nossas atitudes

o Temos vivido exclusivamente para o nosso Senhor?

o Temos atendido ao chamado específico de Deus para nossas vidas?

o E a nossa adoração, será que ela é só uma música?

o O nosso relacionamento com o Senhor pode ser colocado sob o respaldo de palavras como fiel, sincero, transparente, verdadeiro, intenso, etc?

· Não sei quanto a você, mas o meu único desejo é ouvir uma pequena frase naquele dia: "Servo bom e fiel, entra no gozo do Teu Senhor."

· Que a graça do nosso Senhor Jesus Cristo nos alcance, para o propósito de progredirmos em estatura

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

POR QUE É TÃO DIFICL PERDOAR? Efésios 4.31-32


A convivência dos casais seria bem mais tranqüila e harmoniosa se estes entendessem que nem sempre um estará agradando o outro em tudo. Jamais o homem ou a mulher conseguirão fazer absolutamente tudo para preencher as expectativas de seu cônjuge, para agradá-lo totalmente. Por isso, é inevitável, que parceiros na vida conjugal se firam mutuamente, pois, no matrimônio, ferir, nunca é algo unilateral. Às vezes, uma pessoa fere a outra das formas mais numerosas e óbvias, contudo as violações de amor e confiança sempre estão presentes de ambos os lados.

Para restaurar um relacionamento, o perdão precisa entrar em cena. O perdão é o óleo dos relacionamentos: reduz o atrito e faz com que as pessoas se aproximem. O perdão também pode ser visto como a cola que conserva unido o compromisso. Sem perdão o compromisso se esfacelará e o matrimônio será dividido.

Mas, por que é tão difícil perdoar?

A razão principal para que haja tanta dificuldade em se perdoar é que muitas pessoas não sabem o que significa a palavra "perdão" ou se sabem, não estão dispostos ou preparados para perdoar verdadeiramente.

O perdão não é só pedir desculpas. Fazendo assim, você está admitindo o problema, mas não a sua responsabilidade.

O perdão não é condicional e não pode ser conquistado. Não se pode exigir mudanças na pessoa: "Talvez, se colocar sua vida em ordem, eu a perdoe". Não se pode estabelecer condições para o perdão.

O perdão não é um sentimento, pois haverá ocasiões em que você não sentirá que perdoou.

O perdão não é arquivar os erros.

O perdão não é fingir que não houve nada de errado. É muito comum a pessoa continuar vivendo como se não houvesse problema algum. Se é assim que você está lidando com a situação, não se surpreenda se o problema voltar a persegui-lo.

O perdão não é indiferença. Se sua atitude é "e daí?", está ignorando o conflito que precisa ser solucionado. A indiferença é superficial.

O perdão não justifica o mal. Ter resolvido a ofensa pessoal através do perdão não significa justificar uma atitude errada.

O perdão não é só dizer: "Vamos esquecer tudo isto". Você não se esquece. Ao contrário, torna-se uma fonte de irritação e ressentimento. Esquecer não resulta em perdoar, mas na verdade o perdão resulta em esquecimento.

O perdão não é tolerância. Simplesmente tolerar o problema não resolve e não melhora o relacionamento.

O perdão não tem como objetivo ensinar uma lição ao ofensor.

O perdão não significa que não advirão conseqüências. Pode acontecer a perda de reputação, de dinheiro, de sono, danos emocionais e um sem-número de inferências.

O perdão não implica na mudança da pessoa perdoada. Quer mude, quer não, o mandamento de Deus é perdoar; não somos responsáveis pelos atos alheios.

Perdoar não é tolerar um ato mau ou prejudicial. Tolerar significa que a pessoa declara que na verdade o ato não foi errado ou mau. Quando perdoa, uma pessoa admite que o ato foi errado ou mau, mas escolhe perdoar apesar disso.


Então, o que é perdão?

Perdoar é um ato de altruísmo, é realizar algo agradável que a outra pessoa não merece, ajudando-a a ter o dom da gratidão.

Perdão é quando a justiça e misericórdia vêm juntas.

O perdão não desculpa ou minimiza o ferimento causado pela outra pessoa. Pelo contrário, declara: "Sim, você fez algo que me machucou. Você agiu mal". Mas então perdoar é agir com misericórdia e dizer: "Escolho não sustentar isso contra você. Eu o perdôo".

Perdão é uma demonstração de força e não de fraqueza. Mais homens que mulheres receiam que perdoar e pedir perdão seja uma demonstração de fraqueza pessoal, que os faz perder a imagem de masculinidade. Entretanto procurar restaurar um relacionamento através do perdão é o verdadeiro sinal de força de caráter.

Perdão é uma redução altruísta do desejo de se separar, buscar vingança ou se defender, bem como um desejo de se reconciliar quando puderem ser restabelecidas boas normas morais. Altruísmo é a consideração desinteressada pelo bem-estar da outra pessoa. O perdão é motivado por um coração tocado por empatia e humildade.


Perdão – Reconciliação – Restauração

No casamento, parceiros sempre ferirão um ao outro. Ferir é inevitável. O que distingue os bons matrimônios dos problemáticos é como os casais se reconciliam depois das feridas inevitáveis e se o fazem com eficácia.

O perdão constitui um passo fundamental na jornada rumo à reconciliação. Reconciliação significa reconstruir a confiança depois de uma violação de confiança. A confiança é reconstruída quando ambas as partes evidenciam um comportamento amoroso e confiável.

O que é que leva a pessoa a parar de se sentir magoada e estar pronta para agir com amor? Duas coisas: por um lado, a pessoa que infligiu o ferimento precisa sinalizar que está depondo as armas, amolecer o coração, mostrar-se vulnerável. Por outro lado, a que sofreu o ferimento tem de sinalizar que se distancia da vingança, abdicar do isolamento e da separação, e abrir o coração para o agressor.

Podemos com isto dizer que para se alcançar a restauração de um relacionamento, ambos os parceiros precisam tornar-se peritos tanto em confessar quanto em perdoar.

Pensamento: "A dureza do coração é muito pior do que a decepção, e é um poderoso destruidor de relacionamentos". Dr. Henry Cloud

terça-feira, 15 de setembro de 2009

NOVIDADES

Já estão disponíveis as duas últimas partes da série construindo a Espiritualidade Cristã. Essa série de pequenos estudos abençoou diversas pessoas. não deixe de conferir.

Deixo também dois videos, que mostram um pouco do ministério de louvor de nossa comunidade.




domingo, 13 de setembro de 2009

A aliança com Deus e seus efeitos - Ex.19.5-8


INTRODUÇÃO:

· A palavra aliança é muito conhecida na bíblia e aparece 299 vezes entre o velho e novo testamento. No novo testamento ela vem do grego "diatheke" que é traduzido por aliança ou por testamento.

o A idéia da aliança é conhecida. O velho testamento retrata a aliança que Deus fez com seu povo através da Lei e o novo testamento retrata a aliança que Deus fez com pessoas individualmente através de Jesus Cristo.

o Falamos que aliança simboliza acordo, tratado, contrato, união entre duas partes. O que em geral não falamos é que aliança na verdade é apenas a casca, a exterioridade, a parte de fora.

o Aliança é a maneira de materializarmos sentimentos, convicções, e se observarmos de um modo geral, a aliança é a maneira materializarmos a fidelidade que temos para com Deus e que ele tem para conosco.

· A aliança é a casca: a fidelidade é a essência.

o A aliança só existe quando há fidelidade a Deus. Por isso que não podemos resumir nossa aliança com Deus através apenas de exterioridade: discursos, serviços ou atividade. A aliança é ter uma vida santa diante de Deus.

o ILUSTRAÇÃO: Quando o carro está muito sujo a gente escreve com o dedo: lave-me. Algumas pessoas espiritualmente escrevem em nossa vida: santifica-te.

· Para entendermos exatamente o que significa uma aliança com Deus em sua essência, é importante verificarmos o que o velho testamento diz, pois desde aquela época Deus já manifestava a necessidade de uma aliança e tentou estabelecer uma aliança com o povo.

·

O PRINCÍPIO DE UMA ALIANÇA COM DEUS

· Deus no monte Sinai estava falando ao povo um pouco antes de lhes transmitir os dez mandamentos ou decálogo. Deus vai falar algo maravilhoso sobre a aliança. Se o povo guardasse (fidelidade) a aliança seria transformado em:

o A Propriedade peculiar de Deus – A palavra hebraica sugere algo muito precioso que alguém reserva para si com um carinho especial;

o O Povo especial – "dentre todos os povos";

o O Reino de sacerdotes – idéia escatológica, demonstra a idéia de Deus já naquela época de que todos tivéssemos acesso direto a Deus através de Jesus Cristo;

o A Nação santa – a idéia de santo no velho testamento é de algo separado do uso comum e profano. Algo exclusivo para Deus.

· Deus constituiu uma aliança porque através dela queria transformar um povo.

o No novo testamento a idéia é a mesma. 1 Pedro 2:9 vai dizer exatamente que:"Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;"

· A aliança que Deus faz é para nos transformarmos em povo de Deus, raça eleita por Deus, nação santa. Deus quer fazer uma aliança contigo para te abençoar.

o Ilustração: Ray Stedman pregava na Califórnia. Quando chegou ao templo havia bem na escadaria um bêbado dormindo. Ele o convidou para participar do culto mas o bêbado dizia que se sentiria mal entre pessoas tão santas e puras. Depois de muita insistência o pastor foi e naquela noite pregou sobre o pecado. Em determinado momento do sermão pediu para pessoas que no passado tivessem praticado determinados pecados levantassem a mão: adultério, roubo, mentira, bebida, etc... Depois do culto o homem foi se despedir do pastor e esse lhe perguntou: você gostou do culto? Ao que o homem respondeu: adorei, esse pessoal todo é da minha turma! Então Ray explicou: eram. Agora foram lavados pelo sangue de Jesus Cristo.

· Temos algumas outras características sobre esta aliança:

A ALIANÇA SIGNIFICA QUE NÓS PODEMOS CONTAR SEMPRE COM DEUS

· (DEUTERONÔMIO 4:30,31) – “Quando estiveres em angústia, e todas estas coisas te alcançarem, então nos últimos dias voltarás para o Senhor teu Deus, e ouvirás a sua voz; porquanto o Senhor teu Deus é Deus misericordioso, e não te desamparará, nem te destruirá, nem se esquecerá do pacto que jurou a teus pais.”

· Quando estiveres em angústia, diz Deus, e todas estas coisas te sobrevierem (referência a sofrimento e castigo de Deus): ele não se esquecerá da aliança. Só que isso implica em atender a voz de Deus e voltar para Deus. Com certeza ele será misericordioso. Ter uma aliança significa estar seguro e poder contar sempre com Deus.

o Ilustração: É difícil quando somos traídos por alguém. O pastor Jim Ellif, um dos preletores do congresso da Fiel de 1999 contava que foi traído por um irmão muito querido. Foi conversar com aquele irmão ao que este respondeu: eu nunca disse que você poderia contar comigo. Contou porque quis. Bem, Deus deixa claro: vocês podem contar comigo sim. Eu sou o Deus de vocês...

A ALIANÇA IMPLICA EM RELACIONAMENTO COM O SENHOR (DEUTERONÔMIO 7:6-9)

· "Porque tu és povo santo ao SENHOR, teu Deus; o SENHOR, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra. Não vos teve o SENHOR afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos, mas porque o SENHOR vos amava e, para guardar o juramento que fizera a vossos pais, o SENHOR vos tirou com mão poderosa e vos resgatou da casa da servidão, do poder de Faraó, rei do Egito. Saberás, pois, que o SENHOR, teu Deus, é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e cumprem os seus mandamentos;"

· Deus recorda verdades para conosco:

o Ele nos escolheu;

o Ele nos amou;

o Ele cumpriu suas promessas libertando seu povo;

o Ele é fiel.

CONCLUSÃO

· Em todos os casos notamos algo importante: Deus faz a sua parte em sua aliança. E nós? Fomos exortados a voltarmos para Deus, escutarmos sua voz, obedecermos. O que Deus espera de nós? O que faremos em relação a sua aliança? Em Êxodo 19:8 vimos a resposta que o povo deu a Deus:

o "Então, o povo respondeu à uma: Tudo o que o SENHOR falou faremos. E Moisés relatou ao SENHOR as palavras do povo."

· Que haja hoje em seu coração a vontade e decisão de obedecer a Deus e assim cumprir a sua aliança.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Cinco sinais de avivamento - Atos 2.1-12


Introdução:

Muitos irmãos tem demonstrado interesse na questão do avivamento e do derramamento do Espírito, e tem comentado sobre essa necessidade na Igreja, nem sempre da maneira e com a atitude correta. De fato, nós devemos querer avivamento, de todo nosso coração.

Mas logicamente, precisamos saber que tipo de avivamento queremos. Um pouco de conversa com os crentes logo trará à tona um grande número de idéias destoantes acerca da natureza de um avivamento. Para muitos, são decisões por Cristo; para outros, dons espirituais. Para outros entusiasmo, e uns pensam que é puramente santidade.

Se queremos orar e trabalhar em unidade, precisamos ter um ponto de vista definido, e para isso devemos examinar as escrituras. É o que faremos nos próximos dias; estudar o que a Bíblia diz sobre "avivamento".

Em At 2 encontramos o exemplo perfeito de um genuíno avivamento ou derramamento do Espírito Santo. Não pensamos que todo avivamento seria exatamente igual a esse, o que não é bíblico nem corresponde à realidade. Mas há princípios ou sinais que realmente são comuns aos outros avivamentos. Desse texto extraímos cinco sinais que vamos examinar.


1) Do céu - ou da terra?

O primeiro fato importante que podemos identificar quanto ao derramamento do Espírito em Pentecoste é que de não foi produzido pelo homem. Nas palavras de Lucas, "...de repente, veio do céu..."

Amados, este é realmente o ponto fundamental e nós precisamos entender corretamente o que significa. Muitas vezes encontramos irmãos preocupados com a Igreja, com o evangelismo, com o estado de mornidão e o pequeno número de conversões. E logo ficam ansiosos por descobrir o que impede a edificação da Igreja, o que é muito bom, e querem fazer algo a respeito.

Mas, o grande problema é, o que é esse algo. Em geral os crentes pensam que se certos métodos ou estratégias forem aplicados, então virá o avivamento. Uns pensam que precisamos orar mais alto; outros que devemos chamar certos preletores para a Igreja; outros que devemos iniciar um culto de libertação, ou fazer a reunião de oração de um outro jeito; há os que crêem que se tivermos certos dons espirituais, a Igreja será avivada, e os que pensam que uma série de estudos sobre avivamento é a chave correta!

Ora, não há dúvida de que cada uma dessas coisas pode ser usada por Deus para despertar e avivar a igreja. A grande falha está em não perceber que Deus não está preso a nenhum método. Deus não é um gênio dentro de uma lâmpada, que sairá se esfregarmos da maneira correta. Deus não é um poder mágico que pode ser manipulado com encantamentos e estratégias. Deus não depende da aplicação, por nossa parte, de certas técnicas espirituais.

Por causa dessa visão errada, as pessoas são muitas vezes tentadas a produzir um avivamento. Se virem uma igreja entusiasmada e com cultos de libertação dirão apressadamente: "essa igreja é avivada". Se virem numa Igreja pessoas com dons especiais, e líderes carismáticos, e muitas decisões no apelo, tem certeza que acharam uma Igreja avivada. E então, erradamente, raciocinam que basta copiar os métodos daquelas Igrejas, e teremos um avivamento! "Precisamos de cultos de libertação!" ou "Precisamos mudar de liderança", ou então "Precisamos fazer cultos evangelísticos", ou "Precisamos fazer apelo no final do culto e impor as mãos sobre as pessoas". É o que vemos muitas vezes acontecendo por aí. De tempos em tempos surge um novo método e as Igrejas se agarram neles.

Imitar certas técnicas não trazem o avivamento. Porque ele vem diretamente do céus. O verdadeiro avivamento é algo que está nas mãos de Deus e não pode ser produzido por nossos métodos. Novos métodos podem até encher templos e deixar os crentes empolgados, mas isso não significa avivamento.

A incredulidade nos faz buscar novos métodos. Não cremos que Deus pode fender os céus e descer, não cremos que o próprio Deus pode nome seu braço e levantar sua Igreja. Então, o que fazemos? Corremos atrás de imitações baratas de avivamento. Oh, tal Igreja tem um culto de libertação e está crescendo muito! Tal Igreja usa grupos familiares! A prova de que essa motivação é incrédula, é que conseguimos reclamar da Igreja sem gastar horas intercedendo. Porque não esperamos em Deus, mas nos homens. Para nós, o problema é o estilo de trabalho da Igreja, ou dos pastores, que está errado. "Não falta Deus: faltam boas estratégias".

Somos como Abraão que recebeu a promessa de ter um Filho com Sara, de maneira milagrosa, mas foi vencido pela incredulidade, gerando um filho com a concubina. Ao invés de esperar em Deus, tomou a frente e agiu na carne.

Irmãos, se queremos um genuíno avivamento, temos de esperá-lo vir dos céus. Não temos que produzi-lo! Não adianta imitar avivamentos de segunda classe. Temos de ter fé e perseverança para buscar a Deus e crer que ele descerá dos céus.

Importante ainda, é notar que essa descida se deu "de repente". Não está no nosso controle. Está no controle de Deus. Não podemos "usar" o Espírito Santo. Ele vem como vento, e "o vento sopra aonde quer". Se ele quiser, ele sopra. Se ele não soprar, é porque não quis. Não podemos "programar" um avivamento; não podemos datá-lo, ele é um ato soberano de Deus.

"Mas Pr. João, do jeito que você fala não podemos fazer nada!" Não é verdade! Podemos sim.

· Podemos interceder,

· podemos nos arrepender de nossos pecados,

· podemos ter vida de oração,

· podemos ser fiéis na obra de Deus,

· podemos parar de acusar os líderes e tirar a trave que está nos nossos olhos,

· podemos amar e servir nossos irmãos ao invés de só limpar os bancos com o traseiro,

· e podemos nos humilhar até o pó diante da soberania absoluta de Deus na questão do avivamento, pois diz a palavra: "Deus resiste aos soberbos, porém dá graça aos humildes".


2) Experiência Real com Deus

O segundo fato, muito importante, e relacionado ao primeiro, é que o avivamento Bíblico é uma experiência com Deus. A palavra diz, "Todos ficaram cheios do Espírito".

Esse é o problema com os avivamentos que encontramos por aí. Os crentes não estão buscando uma experiência pessoal e profunda com o próprio Deus. Não, eles querem ver coisas. Querem ver estudos Bíblicos excelentes; querem ver milagres; querem ver um grupo de louvor ungido; querem ver um pregador que pula, grita e levita diante o púlpito. E assim as Igrejas se parecem com campos de futebol. As pessoas não vão para jogar, vão para ver.

Ver é diferente de experimentar. Não estamos no avivamento se podemos ver milagres. Judas viu milagres. Estamos num avivamento se estamos sendo cheios do Espírito Santo! Estamos num avivamento se temos nos encontrado com o próprio Deus vivo, se experimentamos uma relação viva e atual com ele.

É por isso que muitos "avivamentos" por aí são questionáveis. Multidões são muitas vezes mobilizadas. Até acontecem milagres. Mas eu pergunto: as pessoas estão sendo levadas a Deus, e realmente sendo cheias do Espírito?

As pessoas estão entrando num relacionamento vivo e pessoal com o Pai? As pessoas estão sendo controladas pelo Espírito, estão perdendo suas vontades e vivendo para ele? Se não, então não temos avivamento. Temos um movimento religioso. Pode ser um importante esforço evangelístico, mas não é um derramamento do Espírito! Não adianta simplesmente imitar essas coisas. Se quisermos um avivamento genuíno, devemos esperá-lo vir diretamente dos céus!


3) Uma Experiência comunitária

A terceira característica do avivamento genuíno é que ele é uma experiência de Corpo, ou comunitária. As línguas de fogo pousaram "sobre cada um deles" e então "todos ficaram cheios".

Essas expressões, "cada um" e "todos" nos dizem muita coisa sobre a vontade de Deus. Deus não quer se expressar através de apenas alguns indivíduos; Deus quer o corpo. Ele quer usar toda a Igreja. Todos são sacerdotes. Não há lugar para estrelas na nova aliança.

Essa é, no entanto, a tentação de muita gente. O que os crentes esperam, não raramente, é um derramamento do Espírito no modelo do AT. O que eles esperam é que Deus de repente irá levantar um "Moisés" ou um "Josué", um profeta que será cheio do Espírito para conduzi-los à terra prometida.

Nesse modelo, não são todos cheios do Espírito. Só os líderes. Eles devem ser ungidos e santos. Nós não. Nós somos os seguidores. Vamos atrás e recebemos as bênçãos. E ai desse Moisés se ele não abrir o mar vermelho! Vamos apedrejá-lo.

Sem dúvida, Deus pode levantar um líder assim, mas isso não é avivamento. Isso não cumpre o propósito de Deus; porque o propósito de Deus é a Igreja, o corpo. O avivamento pessoal, individual é possível e desejável, mas não é o que aconteceu em Atos capítulo 2! O avivamento da Igreja não é um punhado de líderes ungidos e um monte de seguidores. Não! O avivamento Bíblico da Igreja é um corpo de pessoas cheias do Espírito Santo. Não poucos, mas cada um. Cada crente cheio, fortalecido e ungido com o Espírito. Não um profeta Moisés que anda com Deus enquanto os outros assistem, mas uma companhia de discípulos cheios do Espírito, tanto líderes como liderados.


4) Vossos filhos Profetizarão!

A Quarta característica do avivamento Bíblico é a experiência carismática, ou seja, a manifestação de dons espirituais. Como se pode verificar nos Vs. 3 e 4, no momento do derramamento do Espírito, ocorreu uma distribuição de graça. Sobre cada um repousou uma língua de fogo, e depois eles foram capacitados a falar em línguas.

Mais à frente, Pedro cita o profeta Joel "Vs. 17-19".

No antigo testamento, a capacitação para a obra de Deus, e a concessão de dons espirituais se limitava a alguns homens escolhidos, profetas, reis, sacerdotes e juizes. O povo em geral não experimentava o derramamento do Espírito. Mas a promessa de Deus, para a nova aliança, é que o Espírito seria dispensado a todos, e os dons espirituais também.

Uma característica fundamental do derramamento do Espírito é a distribuição de dons espirituais a todos os crentes. Cada um é capacitado por Deus para servir com um ou mais carismas, que podem ser tanto dons especiais (1 Co 12) como ordinários (Rm 12).

Entretanto, é preciso novamente adotar o modelo correto quanto à distribuição de dons espirituais. O modelo de poucos líderes com dons espirituais e uma massa de espectadores é da velha aliança. O que Joel diz da nova aliança, é que todos devem Ter dons. É o que Paulo nos ensina em 1 Co 12:7-11 e 14:26. Os dons estão distribuídos entre todos, e não para algumas estrelas. A distribuição livre de dons, e a manifestação do Espírito é um sinal de avivamento genuíno.


5) Marcados pelo Ardor Missionário

A Quinta e última característica de um genuíno avivamento, conforme o que lemos em At 2 é sua natureza missionária. Raramente nos damos conta disso, mas a distribuição de línguas em At 2 foi um milagre transcultural.

O Dom de línguas não é, em geral, compreensível. O próprio Paulo ensina que só deve ser usado na Igreja com interpretação. Mas o que se observa em At 2 é que as línguas faladas eram a dos estrangeiros que estavam em Jerusalém (Vs. 5-12). Isso mostra o desejo de Deus de alcançar essas pessoas de outras nações.

Jesus já havia dito que a finalidade do poder do Espírito desce sobre nós, somos transformados em testemunhas, capacitadas para falar a Palavra. É o que aconteceu em At 2; depois da pregação de Pedro, converteram-se 3000. Mais à frente, vemos os crentes orando e sendo cheios do espírito, e assim capacitados a pregar (4:31), e por todo o livro de Atos, o Espírito move a Igreja a evangelizar e fazer missões. O coração do Espírito Santo é missionário, e a igreja dos primeiros tempos era marcada pelo ardor missionário. Se ele se derramar sobre nós, então nos tornaremos missionários! Uma Igreja avivada é uma Igreja que tem sede de evangelizar e tem compaixão pelos que se perdem. Uma Igreja avivada não está preocupada com banalidades, mas com a missão. Muitos crentes querem o poder do Espírito para ver milagres, não para salvar almas. Querem receber bênçãos, mas não ser uma bênção. Tudo isso apaga o Espírito, porque seu propósito é salvar e edificar almas. Evangelismo e missões são uma marca indispensável do avivamento genuíno.


CONCLUSÃO

Diante de tudo o que foi dito, o que fazer?

1) Em primeiro lugar, e antes de tudo, deixar a incredulidade. Nossa oração será inútil se não podemos crer que Deus realmente pode fender os céus e descer.

2) É preciso renunciar à tentação de tentar fabricar um avivamento, de tentar copiar avivamentos artificiais que não tem cruz, não tem santidade, não tem convicção de pecado profundo; avivamentos que tem muitas decisões e mãos levantadas, mas poucas conversões, que tem cultos de libertação lotados mas reuniões de oração vazias. Precisamos renunciar ao avivamento tipo Ismael se quisermos do tipo Isaque! Temos que buscar algo que venha do alto!

3) Precisamos ainda desejar o Espírito. Não é desejar os dons espirituais, ou o entusiasmo e alegria, ou os cultos cheios. Essas coisas são meras expressões ou sinais externos. Temos de buscar o conteúdo. Temos de ansiar por ser cheios do Espírito, por experimentar Sua presença e poder em nossas próprias vidas, não na dos outros apenas!

4) Devemos clamar para que toda a Igreja seja abençoada, e nos dispor individualmente para Deus. Cada um de nós precisa se tornar o vaso da bênção, o ministro de Deus.

5) Esperemos ansiosamente pelos dons! Estejamos dispostos a servir a Deus com carismas espirituais que ele concederá, não só os comuns e ordinários, mas também os miraculosos. Não busquemos segundo o modelo do VT mas do NT, todos juntamente exercitando os dons do Espírito.

6) Finalmente, irmãos, busquemos com um coração correto o Espírito. O poder não virá a nós apenas para agradar-nos. Há um mundo perdido para ser salvo! Há almas sob o domínio de Satanás, e quando Deus derramar seu Espírito, será para que saiamos na sua força dando testemunho do evangelho. Preparemos então nossos corações, para conformá-los ao Espírito, e ele terá liberdade entre nós! Amém!